As 4 maravilhas

As 4 maravilhas

Antes de sair para esta viagem, sempre que escutávamos falar sobre Indonésia, só escutávamos sobre Bali. Depois de algumas dicas, consideramos a idéia de ir a Java conhecer, como dizem, a parte “cultural” do país.

A Indonésia é o maior arquipélago do mundo, formado por mais de 10 mil ilhas! As mais “famosas” são: Bali, Lombok, Java e Sumatra. Para conhecer de verdade a cultura da Indonésia, basta sair de Bali.

Quando pisamos em Yogyakarta (Java) levamos um choque. Foi como mudar de país, foi quando nos demos conta de como Bali é turística e ocidentalizada. De jeito nenhum isso é negativo, mas não se pode considerar que conhecer Bali é conhecer a Indonésia.

Pra começar, em Yogyakarta a maioria é muçulmana e isso é visível a cada passo, enquanto Bali é hinduísta.

A doçura na atitude das pessoas não muda. Nunca recebi tantos sorrisos de mulheres de véu, roupa e cultura tão diferentes da minha. Uma sensação que dificilmente se tem nestas situações, de aceitação e respeito mútuo.

Como em Bali, a falta de informação também não muda, rs… em menos de 10 horas em Yogyakarta já estávamos explicando ao taxista como chegar ao nosso hotel! Foi bastante difícil entender como, quando, quanto tempo leva ir aos templos, vulcões, etc…

Por isso, pela primeira vez em meu blog vou realmente dar as dicas além de contar as “esdrúxulas” experiências, porque senti falta e mesmo pesquisando em blogs, sites, perguntando para as pessoas, nunca estivemos tão perdidos como nestes dias que passamos aqui.

As dicas você pode encontrar no próximo texto. Aqui vou falar dos 4 lugares que visitamos, que são simplesmente as coisas mais lindas que vimos na vida! Borobudur e Ijen Crater são sem dúvidas os pontos altos.

Fomos primeiro à Yogyakarta onde conhecemos Borobudur e Pranbanam. Dois lindos templos, bem antigos, que fazem parte da história e cenário desta ilha.

Fomos à Borobudur para ver o nascer do sol. Ainda era noite, no templo haviam apenas poucas pessoas. O céu vai clareando e é difícil explicar a sensação de subir em um lugar que nunca estivemos antes no escuro e aos poucos, a medida que o céu vai clareando, as estupas vão ganhando forma, os desenhos cravados nas pedras começam a aparecer e a gente se dá conta do lugar maravilhoso que estamos. E como ele é enorme!!

Fomos à Pranbanam, o maior templo hinduísta em uma ilha muçulmana. Um complexo de templos esculpidos em pedra e em eterna fase de recuperação após alguns terremotos. Após a visita, assistimos ao Ramayana Ballet que acontece em um teatro ao ar livre, com o templo de cenário, logo ao fundo. O templo é lindo, a dança vale para conhecer mais a cultura, mas nada que impressione a não ser pelo tal cenário.

Em Cemoro Lawang, do hotel que estávamos apenas por uma tarde, podíamos ver a linda vista do vulcão, uma paisagem impressionante! Na manhã seguinte acordamos às 3 am, saímos em jeep até um local onde esperamos o nascer do sol e a expectativa de ter uma linda vista do Mount Bromo.

O céu não amanheceu tão limpo e ver o nascer do sol com mais 500 pessoas, pelo menos, não era exatamente o que esperávamos…

Saindo de lá seguimos para o Mount Bromo, a caminhada até o topo é composta por mais de 100 degraus. Ao chegar no topo a vista é um espetáculo a parte. Do centro daquela imensa cratera sai a fumaça que sobe ao céu. Com alguma sorte consegui me afastar dos turistas e escutar o silêncio que faz no alto de um vulcão… vez ou outra o barulho da fumaça sopra pra nos lembrar que ainda está ativo.

Dia seguinte estávamos em Sempol, onde acordarmos às 4 am para ir à Ijen Crater. A caminhada que dura 1h15 começa antes de o dia amanhecer. A subida é dura, mas a paisagem e o friozinho da manhã compensam. Enquanto vamos subindo o dia vai surgindo e o céu começa a clarear. A paisagem que se forma é infinita, imensa!

No caminho encontramos homens que trabalham extraindo e carregando por vez 70kg de enxofre. Ganham por kg carregado. Sobem e descem várias vezes por dia, trabalham duro, uma realidade bem diferente da nossa, um trabalho sofrido e que, com certeza, o contato excessivo com o enxofre faz mal a saúde.

Ao chegar no topo a cratera é algo realmente grande, com a surpresa de um lindo lago verde…. lá embaixo… no centro… então por que não descer pra ver! Depois de subir tudo o que subimos, reunimos forças e descemos…

Vale cada passo, um lago verde está adormecido no meio de pedras que emanam tufos de fumaças. Estar lá é excitante sabendo que a atividade vulcânica existe, mesmo dando, às vezes, poucos sinais de vida através de sua fumaça. O lago parece água, mas não arriscamos checar, uma vez que a probabilidade de ser ácido é grande…

Subimos de volta ao topo da cratera, era hora de voltar a 1h15 de descida…. os joelhos já cansados, mas o privilégio de conhecer algo tão marcante valeu cada minuto.

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