Santiago, no a la matanza de perros abandonados

Santiago, no a la matanza de perros abandonados

A paixão que tenho pelos meus dois golden retrievers mudou muito minha maneira de ver a vida e enxergar as pessoas. Não vou entrar em detalhes quanto a isso já que, quem não tem cachorro me olha como se eu tivesse enlouquecido e, quem tem me lança aquele olhar solidário. O mundo definitivamente esta dividido entre os que tem e os que não tem animal de estimação (vamos deixar a mesma afirmação quanto a terapia para outra hora, já vou criar polêmica demais com o primeiro motivo).

Começo meu primeiro artigo já “em trânsito” falando sobre isso porque a despedida difícil me fez chegar em Santiago e tirar a primeira foto da viagem: numa cabine telefônica uma pixação, daquelas feitas com molde, dizia “no a la matanza de perros abandonados”.

Nos primeiros momentos do único dia que passamos em Santiago senti aquela sensação de estar em uma cidade na qual tudo funciona. Bonita, limpa, sem lixo nas ruas, bairros charmosos e comida deliciosa.

Me senti atraída em tirar a foto, pensando que um dia eu poderia usá-la em um momento propício sobre o assunto, só não imaginei que usaria tão rápido. Cachorros abandonados na rua como nunca vi! Fiquei tocada. Me peguei pensando na placa durante todo o dia. Se existe a campanha de não a matança dos cachorros abandonados, primeiro é preciso tirá-los da rua.

Tenho a possibilidade de expor minha impressão neste espaço e aproveitar o fato de o bligoo ser chileno.  Foi uma impressão, não necessariamente uma afirmação. Me corrijam de eu estiver errada, eu adoraria se assim fosse.

Enfim, me senti impotente. Tenho 10 meses pela frente para seguir, não moro em Santiago e não podia mudar o objetivo da viagem, já que estou acompanhada e os objetivos devem servir aos dois. Além disso acredito que cada um deva fazer o que acredita primeiro pelo seu próprio país, é como estou começando, depois se possível expandir a ação.

Como disse acima, estou nesse momento (que não acredito ser passageiro) cachorro. Talvez esse fato tenha me marcado mais que a qualquer um que passe por lá. Mas é realmente algo que chama a atenção. Quem sabe, já que escrevo em uma plataforma chilena, me leiam e alguém que trabalhe pela causa possa fazer algo. Eu agradeceria. E ficaria feliz em saber que meu artigo contribuiu em algo.

Não me levem a mal queridos “bligoos”, vocês só me deram coisa boas. O bligoo é incrível. Santiago nos ofereceu um dia muito delicioso: La Chascona é bem interessante. A vista do alto do Cerro San Cristobal é impressionante com os Andes cercando a cidade. As ruas de Bella Vista valem o passeio e a centoya do Mercado Central… sem comentários. Mas este artigo é sobre cachorros abandonados. Eles merecem atenção.

  1. Oi Rô!
    Estou de volta a Santiago, são e salvo, e Maca também. Que pena que vocês ficaram tão pouquinho, viu o que vocês perderam???
    Beijos e desejos de que a viagem só melhore e melhore!!! Cuidado com o risco de ondas altas na Nova Zelândia devido ao terremoto aqui do Chile hein?

    1. entrei na internet para mandar um e-mail pra vcs… saber se estavam bem! que bom que estão!!! como foi tudo isso??? e nós haviamos planejado ficar aí 5 dias no início da viagem…
      estão bem? como está tudo?
      temos lido muito a respeito para tomar os devidos cuidados!
      beijos

  2. Oi Roberta…em janeiro de 2010 estive no Chile, passei por Santiago, Valparaiso, Vinã, La Serena e terminei em Atacama…fiquei indignada com a quantidade imensa de cachorros abandonados…e por todas as cidades que passei… e a maioria cachorros de grande porte… bem grandes para falar a verdade!
    Em conversa com uma chilena, ela me disse que eles são colocados, ou melhor, jogados na rua para as pessoas sairem de férias…
    Um país lindo…mais que me deixava triste a cada dia que passeava pelas ruas…
    Thais

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